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Belo Horizonte,15/05/2026

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    Estúdios com comércio integrado ganham força como tendência nas grandes cidades

    Formato que une moradia e conveniência avança no país e inspira novo projeto do Grupo Katz em Belo Horizonte


    Estúdios com comércio integrado ganham força como tendência nas grandes cidades Tendência avança e já movimenta cerca de R$ 35 milhões em investimentos do Grupo Katz em dois empreendimentos na região Centro-Sul de BH (Foto Grupo Katz)

    O modelo de estúdios compactos integrados a áreas comerciais vem ganhando espaço nas grandes capitais brasileiras, impulsionado por mudanças no comportamento urbano e pela busca por mais conveniência no dia a dia. Em Belo Horizonte, a tendência avança com força e já movimenta cerca de R$ 35 milhões em investimentos do Grupo Katz em dois empreendimentos na região Centro-Sul da capital.

    Já bastante difundido em mercados como São Paulo e Rio de Janeiro, esse formato avança em Belo Horizonte e encontra no Belvedere, região Centro-Sul da capital mineira, um de seus principais vetores de expansão.

    Um dos exemplos mais recentes desse movimento é o desempenho do Modo Cidade Jardim, na zona sul da capital, empreendimento da incorporadora que praticamente esgotou suas unidades e hoje conta com apenas duas disponíveis. O projeto combina estúdios residenciais com um street mall no térreo, formato que tem se mostrado cada vez mais aderente ao comportamento do consumidor urbano. Ao todo, o empreendimento reúne 22 estúdios e sete lojas. No Cidade Jardim, o investimento foi de aproximadamente R$ 13 milhões.

    A proposta dialoga com uma demanda crescente por moradias mais funcionais e bem localizadas. Estudantes, jovens profissionais e trabalhadores em trânsito, como médicos e advogados, estão entre os principais públicos desse tipo de produto. Ao mesmo tempo, investidores também têm direcionado atenção aos estúdios, atraídos pela possibilidade de locação de curta duração e maior previsibilidade de retorno.

    Esse cenário tem incentivado a expansão do modelo híbrido, que combina moradia e comércio no mesmo empreendimento. A presença de lojas no térreo, além de trazer conveniência, contribui para a segurança e para a vitalidade urbana, criando um ambiente com fluxo constante de pessoas ao longo do dia.

    Segundo o CEO do Grupo Katz, Daniel Katz, o movimento está diretamente ligado à mudança no comportamento do consumidor. “A comodidade deixou de ser um diferencial e passou a ser um critério de decisão. As pessoas querem resolver a vida no entorno imediato, com acesso a serviços, conveniência e qualidade de vida no mesmo lugar”, afirma.

    No Belvedere, essa dinâmica ganha ainda mais força. A região, uma das mais valorizadas da capital, enfrenta escassez de espaços comerciais amplos, o que tem levado à rápida ocupação de novas lojas sempre que surgem oportunidades. Cafeterias, operações de wellness, boutiques e restaurantes estão entre os segmentos que mais buscam esse tipo de espaço.

    É nesse contexto que o Grupo Katz prepara o lançamento do Modo Belvedere, previsto para o segundo semestre de 2026. O empreendimento segue a mesma lógica do Cidade Jardim, com estúdios a partir de 30 metros quadrados e um street mall integrado. Ao todo, serão 26 estúdios e sete lojas. No Belvedere, o investimento previsto é de aproximadamente R$ 22 milhões.

    “Existe hoje uma demanda muito clara por esse tipo de produto. O investidor enxerga previsibilidade de retorno e o morador encontra uma solução prática para o dia a dia”, diz Daniel Katz.

    Ao todo, serão sete lojas, com metragens que variam entre cerca de 30 e 70 metros quadrados. A expectativa é de ocupação rápida, tanto das unidades residenciais quanto das lojas, acompanhando o ritmo observado em projetos semelhantes.

    O novo projeto também traz evoluções em relação ao modelo anterior, com estúdios maiores, novas configurações de planta e unidades com áreas privativas e terraços com previsão para jacuzzi, reforçando o apelo junto ao público de maior poder aquisitivo.

    Para Daniel Katz, a tendência deve se consolidar nas áreas mais valorizadas da cidade. “Regiões com alta demanda e pouca disponibilidade de terrenos tendem a adotar cada vez mais modelos híbridos. É uma resposta natural do mercado a um novo jeito de viver nas grandes cidades”, conclui.




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