Novo Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional avança no combate à fome
Novo Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional avança no combate à fome
ISADORA MACIEL POEIRAS SANTOS
O III Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (PLAMSAN 2026-2029), instrumento estratégico que estabelece metas para os próximos quatro anos com um objetivo de estabelecer ações de combate à fome, foi lançado nesta quinta-feira (30), na sede da Prefeitura de Belo Horizonte. O documento prevê ações de geração de renda por meio da cadeia produtiva da alimentação e de acesso a alimentos adequados e saudáveis.
O Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional é um instrumento de planejamento e gestão previsto na Lei Federal nº 11.346/2006 (Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional). Construído em um processo colaborativo, o plano é fruto do trabalho conjunto da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN-BH) e da participação ativa da sociedade civil por meio do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMUSAN-BH). O documento funciona como uma “bússola” para orientar a política municipal de segurança alimentar e nutricional nos próximos quatro anos.
A Câmara Intersetorial (CAISAN-BH) será responsável por coordenar a implementação das metas e ações considerando a intersetorialidade, enquanto o Conselho Municipal fará o controle social por meio do monitoramento da execução do PLAMSAN.
Para a presidente da Caisan e secretária de Segurança Alimentar e Nutricional do município, Darklane Rodrigues, “Belo Horizonte construiu um legado de reconhecimento nacional e internacional em políticas de combate à fome, com programas como os Restaurantes Populares, a alimentação escolar e a agricultura urbana, a Biofábrica de joaninhas, as ações de promoção a alimentação saudável na saúde, entre outras. No entanto, os desafios permanecem e demandam cada vez mais ações integradas. Assim, o III PLAMSAN se ergue como um esforço conjunto da gestão e da sociedade para avançar ainda mais no direito humano à alimentação ”, disse.
O plano não apenas reafirma programas essenciais já consolidados, mas também ousa ir além, propondo novas estratégias para garantir acesso à assistência alimentar, fomento à produção agroecológica e construção de autonomia por meio da comercialização e do acesso a mercados, as ações de mitigação e resiliência climáticas.
Com essa iniciativa, a capital mineira dá mais um passo no enfrentamento à fome, no fomento a sistemas alimentares circulares e resilientes e na promoção de uma alimentação mais justa, saudável e sustentável para a população – reafirmando o protagonismo em uma das políticas públicas mais essenciais do país.





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