Mutirão em BH usa técnica inédita no SUS para acelerar diagnóstico de câncer de mama
Projeto iniciado nesta segunda-feira vai atender 200 mulheres ao longo dos próximos meses e gerar dados que podem embasar a adoção mais ampla da mamotomia na rede pública
Mutirão no Instituto de Oncologia Ciências Médicas de Minas Gerais, da Feluma, em Belo Horizonte, realiza procedimentos de mamotomia para acelerar o diagnóstico do câncer de mama em pacientes do SUS (Foto Guilherme Meira - Feluma) Belo Horizonte começou a semana com o lançamento de um mutirão que aposta em tecnologia para reduzir o tempo de diagnóstico do câncer de mama na rede pública.
A iniciativa, realizada no Instituto de Oncologia Ciências Médicas de Minas Gerais (IONCM-MG), da Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), na região Centro-Sul da capital, teve início nesta segunda-feira (27) e deve se estender pelos próximos meses, com a previsão de atendimento de 200 mulheres que já estão em tratamento pelo SUS e possuem indicação clínica para o procedimento.
O projeto conta com investimento total de R$ 1 milhão em recursos públicos, sendo R$ 600 mil destinados por emenda parlamentar da vereadora Marcela Trópia e R$ 400 mil pela vereadora Loíde Gonçalves. Segundo as parlamentares, a iniciativa busca ampliar o acesso a tecnologias mais modernas no diagnóstico do câncer de mama e contribuir para o aprimoramento da rede pública de saúde.
A ação utiliza a mamotomia, uma técnica de biópsia mamária minimamente invasiva, realizada com anestesia local e sem necessidade de internação. O método permite não apenas a coleta de material para análise, mas, em muitos casos, a retirada completa da lesão, encurtando etapas no processo diagnóstico e reduzindo o tempo entre a suspeita e a confirmação da doença.
As pacientes atendidas foram previamente triadas pelo próprio hospital e fazem parte da rede pública de saúde. Nesta primeira etapa, seis procedimentos foram realizados ao longo da manhã.
Além do atendimento direto, o mutirão tem como objetivo reunir dados clínicos e operacionais que serão encaminhados ao Ministério da Saúde para subsidiar a avaliação sobre a possível adoção mais ampla da mamotomia no SUS.
Para a vereadora Marcela Trópia, a iniciativa alia inovação e eficiência no uso de recursos públicos.
“Estamos falando de um procedimento mais moderno, menos invasivo e que pode reduzir significativamente o tempo de diagnóstico. Isso faz diferença direta na vida das pacientes e também no funcionamento do sistema de saúde”, afirma.
Segundo a parlamentar, o projeto também busca demonstrar, na prática, a viabilidade da técnica em larga escala.
“A ideia é gerar evidências concretas de que é possível oferecer mais qualidade no atendimento com melhor uso dos recursos públicos. Se os resultados forem positivos, isso pode contribuir para ampliar o acesso a esse tipo de tecnologia na rede pública e beneficiar milhares de mulheres em todo o país”, completa.
A expectativa é que, ao longo dos próximos meses, os dados coletados contribuam para ampliar o debate sobre o acesso a tecnologias mais avançadas no diagnóstico do câncer de mama na rede pública.





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