Mutirão em BH usa técnica inédita no SUS para acelerar diagnóstico de câncer de mama

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Belo Horizonte,30/04/2026

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    Mutirão em BH usa técnica inédita no SUS para acelerar diagnóstico de câncer de mama

    Projeto iniciado nesta segunda-feira vai atender 200 mulheres ao longo dos próximos meses e gerar dados que podem embasar a adoção mais ampla da mamotomia na rede pública

    Assessoria de Imprensa
    Mutirão em BH usa técnica inédita no SUS para acelerar diagnóstico de câncer de mama Mutirão no Instituto de Oncologia Ciências Médicas de Minas Gerais, da Feluma, em Belo Horizonte, realiza procedimentos de mamotomia para acelerar o diagnóstico do câncer de mama em pacientes do SUS (Foto Guilherme Meira - Feluma)

    Belo Horizonte começou a semana com o lançamento de um mutirão que aposta em tecnologia para reduzir o tempo de diagnóstico do câncer de mama na rede pública.

    A iniciativa, realizada no Instituto de Oncologia Ciências Médicas de Minas Gerais (IONCM-MG), da Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), na região Centro-Sul da capital, teve início nesta segunda-feira (27) e deve se estender pelos próximos meses, com a previsão de atendimento de 200 mulheres que já estão em tratamento pelo SUS e possuem indicação clínica para o procedimento.

    O projeto conta com investimento total de R$ 1 milhão em recursos públicos, sendo R$ 600 mil destinados por emenda parlamentar da vereadora Marcela Trópia e R$ 400 mil pela vereadora Loíde Gonçalves. Segundo as parlamentares, a iniciativa busca ampliar o acesso a tecnologias mais modernas no diagnóstico do câncer de mama e contribuir para o aprimoramento da rede pública de saúde.

    A ação utiliza a mamotomia, uma técnica de biópsia mamária minimamente invasiva, realizada com anestesia local e sem necessidade de internação. O método permite não apenas a coleta de material para análise, mas, em muitos casos, a retirada completa da lesão, encurtando etapas no processo diagnóstico e reduzindo o tempo entre a suspeita e a confirmação da doença.

    As pacientes atendidas foram previamente triadas pelo próprio hospital e fazem parte da rede pública de saúde. Nesta primeira etapa, seis procedimentos foram realizados ao longo da manhã.

    Além do atendimento direto, o mutirão tem como objetivo reunir dados clínicos e operacionais que serão encaminhados ao Ministério da Saúde para subsidiar a avaliação sobre a possível adoção mais ampla da mamotomia no SUS.

    Para a vereadora Marcela Trópia, a iniciativa alia inovação e eficiência no uso de recursos públicos.

    “Estamos falando de um procedimento mais moderno, menos invasivo e que pode reduzir significativamente o tempo de diagnóstico. Isso faz diferença direta na vida das pacientes e também no funcionamento do sistema de saúde”, afirma.

    Segundo a parlamentar, o projeto também busca demonstrar, na prática, a viabilidade da técnica em larga escala.

    “A ideia é gerar evidências concretas de que é possível oferecer mais qualidade no atendimento com melhor uso dos recursos públicos. Se os resultados forem positivos, isso pode contribuir para ampliar o acesso a esse tipo de tecnologia na rede pública e beneficiar milhares de mulheres em todo o país”, completa.

    A expectativa é que, ao longo dos próximos meses, os dados coletados contribuam para ampliar o debate sobre o acesso a tecnologias mais avançadas no diagnóstico do câncer de mama na rede pública.




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