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Belo Horizonte,23/05/2026

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    Professora representa BH em curso de liderança feminina na França

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    Professora representa BH em curso de liderança feminina na França

    Professora representa BH em curso de liderança feminina na França

    ISADORA MACIEL POEIRAS SANTOS




    A professora Aline Neves Rodrigues Alves, da Escola Municipal Lídia Angélica, localizada na Regional Pampulha, é uma das 45 gestoras do Brasil selecionadas para o curso "Programa Lideranças Femininas na Gestão Pública", promovido pela Fundação Dom Cabral (FDC), em parceria com a Caixa Econômica Federal. A educadora participou da fase presencial do Programa, que aconteceu no campus do Instituto Europeu de Administração de Empresas (Insead) em Fontainebleau, na França. 

    Ao todo, o curso recebeu mais de 1500 inscrições no Brasil inteiro. A ação tem o objetivo de fortalecer e desenvolver lideranças femininas na gestão pública, capazes de construir uma rede de trabalho e conduzir agendas estratégicas, promover a equidade e inspirar novas gerações de servidoras. “Hoje tenho certeza que cargo não define liderança; podemos ser lideranças formais a partir do cargo que ocupamos, mas também informalmente, simbolicamente, e isso é muito importante para nossas comunidades de aprendizagem”, disse a professora Aline Alves. 

    Para a educadora, “é preciso legitimar as vozes de mulheres cis, trans, com deficiência, negras, de todas as idades, territórios e origem, afinal, temos uma lacuna histórica das mulheres em espaços públicos, espaços de decisão”.

    Iniciativas reconhecidas

    Na Escola Municipal Lídia Angélica, Aline Neves realizou uma série de iniciativas reconhecidas nacionalmente. Uma delas, o projeto “Intercâmbio Raízes: Angola e Brasil”, foi premiada na 8ª edição do Prêmio Educar 2022, realizado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert).

    Na ação, iniciada em 2021, os estudantes da escola e do Instituto Politécnico Edik Ramon (localizado em Luanda, na Angola) investigaram coletivamente as conexões interculturais entre esses países. Temas como os hábitos alimentares e agrícolas, a influência banta na língua portuguesa, a tradição nas fases da globalização, as culturas religiosas tradicionais e os movimentos sociais negros em ocorrência nos países.

    A EM Lídia Angélica também possui o Programa de Equidade, uma série de ações sistematizadas para tratar de casos de discriminação, iniciativas pedagógicas formativas e, principalmente, de gestão escolar. Aline Alves explica que o Programa Lideranças Femininas vai ajudá-la a fortalecer um dos eixos desse projeto, a parceria com instituições de pesquisa e, possivelmente, o eixo público-privado.

    Outra iniciativa é o Coletivo Vozes e Raízes, formado por estudantes autodeclarados negros/as dos anos finais do Ensino Fundamental e conduzido por um grupo gestor de professores antirracistas. Criado em 2022 e fortalecido em 2025, o projeto tem como propósito fortalecer a identidade dos estudantes negros da escola, impactar a aprendizagem dos participantes e provocar a implementação de ações afirmativas no interior da escola.

     




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