Violência contra a mulher vira pauta em escola municipal
Violência contra a mulher vira pauta em escola municipal
CAROLINA QUEIROGA PIANETTI
A Escola Municipal Secretário Humberto Almeida realizou, entre os dias 25/03 e 15/04, uma prática pedagógica com o objetivo de promover a reflexão crítica sobre a violência contra a mulher. A ferramenta de sensibilização, aprendizado e diálogo, foi a literatura, por meio da presença da escritora Luciana Costa Normandia, responsável pelo livro “Violência Nossa de Cada Dia: Cartas para Maria”. A autora esteve presente na escola durante o projeto, conversando com alunos do 5º ao 9º ano e também com as turmas da EJA.
O projeto “Bate-papo com a escritora Luciana” foi desenvolvido pelos professores Sonia França e Fernanda Abreu, em parceria com a bibliotecária Kênia Amaral, como parte integrante do projeto institucional da escola “Kizomba”, que, ao longo do ano, realiza diversas atividades envolvendo toda a comunidade escolar, trabalhando o protagonismo feminino da mulher negra, indígena e cigana. O momento foi marcado por um bate-papo interativo, com grande participação dos alunos, que fizeram perguntas, relataram experiências e expressaram suas opiniões.
Antes do encontro, os alunos realizaram a leitura da obra, sendo que cada turma trabalhou uma carta do livro, desenvolvendo atividades de interpretação, debate e reflexão. Durante a visita, a escritora compartilhou sua vivência pessoal e abordou, de forma sensível e esclarecedora, os diferentes tipos de violência contra a mulher. A prática se destacou por integrar literatura e realidade social, proporcionando um aprendizado significativo e humanizado.
“Sabe aquele tipo de encontro que muda a gente por dentro? Foi assim a nossa noite na biblioteca com a escritora Luciana Costa Normandia. Mais do que uma formação, foi um momento de escuta, diálogo e humanidade. A Luciana tem o dom de nos desafiar e nos acolher ao mesmo tempo. Saímos de lá com o coração cheio e a mente inquieta. Uma frase, em especial, ficou gravada: 'As palavras são foices'. Para nossos alunos da EJA, essa frase não é apenas literatura; é a vida real sendo validada. Momentos assim nos lembram que educar vai muito além do currículo: é sobre dar voz às experiências de quem já viveu tanto”, disse o professor da EJA Marcelo Reis.





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