Tesouros da AML: Orthographia ou Arte de Escrever (1829)
Há obras que não apenas registram a história, elas a inauguram. Este é o caso de Orthographia ou Arte de Escrever (1829), o exemplar mais raro do acervo da Academia Mineira de Letras. Integrante do Fundo Maria José de Queiroz, o livro não consta em nenhuma base de dados conhecida. Trata-se, portanto, de um exemplar único, hoje preservado no acervo da AML.
Publicada no Brasil Império, a obra reúne as normas de ortografia a serem adotadas nas Escolas de Primeiras Letras da Província de Minas Gerais, o ensino primário da época, instituído pela Lei de 1827 para alfabetizar, ensinar a escrever e realizar operações básicas. Mais do que um manual escolar, o livro revela um momento decisivo de institucionalização da língua escrita no país e reforça que educação e alfabetização são direitos básicos.
Esta obra raríssima será o ponto de partida do Colóquio da Língua Portuguesa deste ano, que tomará o livro como eixo de reflexão, debate e investigação histórica.
Preservar, estudar e compartilhar o acervo é também uma forma de manter viva a história da língua, da educação e da cultura brasileiras.
Termo de Fomento 964895/2024-2025 firmado junto ao Ministério da Cultura, por intermédio da SECRETARIA DE FORMAÇÃO, LIVRO E LEITURA/MINISTÉRIO DA CULTURA. Projeto: “Conservação do Palacete Borges da Costa, e Organização, Tratamento e Digitalização do Acervo Bibliográfico e Literário da Academia Mineira de Letras





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