Projeto Agbará-Imo tem primeira biblioteca criada para estimular a leitura entre jovens em vulnerabilidade social
Projeto Agbará-Imo tem primeira biblioteca criada para estimular a leitura entre jovens em vulnerabilidade social
GISELE MARIA BICALHO RESENDE
Celebrado em 9 de abril, o Dia Nacional da Biblioteca chama a atenção para iniciativas que utilizam a leitura como ferramenta de inclusão e construção de novos caminhos. Um exemplo é o projeto Agbará-Imo, da Prefeitura de Belo Horizonte, que já conta com a primeira temática implantada como parte de um conjunto de ações para a ampliação do repertório cultural, social e educacional de jovens em contextos de vulnerabilidade.
Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção, por meio da Diretoria de Prevenção à Criminalidade, em parceria com o Instituto Macunaíma de Cultura, o Agbará-Imo tem nome de origem iorubá e significa “a força, a potência do conhecimento”.
Ao todo, sete bibliotecas serão contempladas no projeto, iniciado em dezembro de 2025. A primeira unidade foi instalada na Casa de Semiliberdade Letícia e está em fase de estruturação para o início das atividades. As demais bibliotecas seguem em planejamento e serão ciadas gradualmente, conforme as especificidades de cada unidade socioeducativa.
Cada biblioteca contará, em média, com cem livros de cerca de 25 títulos. O acervo é voltado principalmente para temas como direitos humanos, relações raciais, história da população negra africana e afro-brasileira, além de literatura e obras de autores negros contemporâneos e clássicos.
Eixo de transformação
Além do acesso aos livros, o projeto prevê oficinas de escrita criativa, teatro, rodas de leitura e outras atividades culturais que dialogam com os temas do acervo e incentivam o desenvolvimento do pensamento crítico, da autoestima e da identidade dos adolescentes.
“A proposta da biblioteca temática é oferecer referências positivas, ampliar horizontes e fortalecer o reconhecimento desses adolescentes como sujeitos de direitos e protagonistas de suas próprias histórias”, destaca a diretora de Prevenção Social à Criminalidade, Márcia Alves.
Voltado a jovens de 12 a 21 anos, o projeto tem capacidade para atender até 300 participantes. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, do Ministério Público de Minas Gerais e do Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional (CIA-BH).





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