Marcela Trópia articula debate sobre corridas e ajuda a colocar BH na rota das grandes maratonas
Vereadora intermediou articulação entre comunidade de corredores, organizadores e Prefeitura de Belo Horizonte para viabilizar a Maratona Oficial da capital
Especialista em políticas públicas pela Fundação João Pinheiro, Marcela avalia que cidades que conseguem atrair grandes eventos são aquelas que reduzem barreiras burocráticas e conseguem integrar diversas frentes (Foto Divulgação CMBH) A realização da Maratona Oficial de Belo Horizonte, neste final de semana, consolida um movimento que começou ainda em 2025 dentro da Câmara Municipal. A articulação, liderada pela vereadora Marcela Trópia (Novo), ajudou a aproximar corredores, organizadores e Prefeitura de Belo Horizonte em torno da criação de uma prova de grande porte para a capital mineira.
A expectativa divulgada pelos organizadores é de reunir até 19 mil corredores, movimentando setores como hotelaria, gastronomia, comércio e turismo esportivo. O evento também reforça um debate mais amplo sobre revitalização urbana, ocupação qualificada dos espaços públicos e desburocratização da cidade.
Corredora e defensora de pautas ligadas à liberdade econômica e modernização urbana, Marcela afirma que Belo Horizonte demorou a enxergar o potencial econômico das corridas de rua.
“Grandes cidades entenderam há muito tempo que eventos esportivos movimentam a economia, fortalecem o turismo e ajudam a ocupar os espaços públicos de forma positiva. Belo Horizonte tinha todas as condições para entrar nesse circuito, mas faltava articulação e visão estratégica”, afirma.
DIÁLOGO - A construção da maratona começou a ganhar força após audiência pública convocada pela vereadora para discutir infraestrutura, segurança e condições urbanas voltadas aos corredores de rua. O encontro reuniu atletas, representantes da comunidade de corrida, organizadores de provas e integrantes do poder público, abrindo espaço para a discussão sobre a necessidade de Belo Horizonte sediar uma maratona oficial nos moldes das grandes capitais.
A partir dali, foram realizadas reuniões entre representantes da comunidade de corredores, organizadores e a Prefeitura de Belo Horizonte. A confirmação oficial do evento ocorreu após encontro entre o prefeito Álvaro Damião, Marcela Trópia e Lucas Condurú Davis, idealizador do grupo BairrosBH e um dos articuladores da prova.
Inspirada nas grandes maratonas urbanas nacionais e internacionais, a prova aposta na experiência da cidade como parte do percurso, atravessando diferentes regiões da capital e integrando programação cultural ao evento.
Além do aspecto esportivo, a maratona também acompanha o crescimento do turismo esportivo no Brasil. Cidades que sediam grandes corridas nacionais registram aumento significativo na ocupação hoteleira, no consumo em bares e restaurantes e na circulação de turistas durante os finais de semana das provas.
Em Belo Horizonte, a expectativa é consolidar a capital no calendário nacional de grandes eventos esportivos. Para Marcela Trópia, o crescimento desse universo exige uma nova compreensão sobre planejamento urbano e ambiente favorável para eventos.
“A corrida deixou de ser apenas atividade esportiva. Hoje ela movimenta turismo, ativa regiões da cidade, gera consumo, fortalece o comércio local e cria novas formas de convivência urbana. O poder público precisa acompanhar essa transformação”, afirma.
Durante a audiência pública organizada pela vereadora no ano passado, foram debatidos gargalos enfrentados pelos corredores, como iluminação precária, insegurança, falta de banheiros, bebedouros e estrutura adequada em regiões utilizadas para treino. Na ocasião, também foi anunciada a destinação de R$ 350 mil em emenda parlamentar para revitalização da Avenida dos Andradas, um dos principais pontos utilizados por corredores na capital.
DESBUROCRATIZAÇÃO - Especialista em políticas públicas pela Fundação João Pinheiro, Marcela avalia que cidades que conseguem atrair grandes eventos são aquelas que reduzem barreiras burocráticas e conseguem integrar iniciativa privada, sociedade civil e poder público.
“Cidades que conseguem crescer economicamente são aquelas que aprendem a facilitar projetos, criar ambiente favorável para eventos e conectar iniciativa privada, sociedade civil e poder público. A maratona é um exemplo claro disso”, diz.
A prova também dialoga com uma tendência internacional de uso das maratonas como instrumento de fortalecimento da identidade urbana, incentivo ao turismo e valorização dos espaços públicos, movimento que agora começa a ganhar força também em Belo Horizonte.





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