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Belo Horizonte,09/04/2026

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    Grupo Armatrux celebra 35 anos com estreia do espetáculo “Mordida Exploratória”, no CCBB BH

    Com direção e dramaturgia de Amora Tito, a 24ª montagem da companhia converte a exploração desenfreada do planeta em uma metáfora sobre as ausências e o vazio preenchido pelo plástico.

    Por: Rizoma Comunicação & Arte
    Grupo Armatrux celebra 35 anos  com estreia do espetáculo “Mordida Exploratória”, no CCBB BH Foto: Poly Acerbi

    O Grupo Armatrux completa 35 anos de trajetória em 2026 e estreia, no dia 11 de abril, sábado, seu mais novo espetáculo, “Mordida Exploratória”, no CCBB BH. Sob a direção e dramaturgia de Amora Tito, a peça une os integrantes Paula Manata e Rogério Araújo à atriz Michele Bernardino, em uma metáfora sobre o desmonte ambiental, social e de gênero. O espetáculo fica em cartaz até o dia 11 de maio, no Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte, de sexta a segunda-feira, sempre às 19h. A classificação indicativa é 12 anos. Nos dias 18 e 25 de abril, as sessões contam com tradução em Libras e, no dia 24 de abril, com bate-papo gratuito após o espetáculo. 


    Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada), com desconto de 50% para clientes do Banco do Brasil que realizam o pagamento com cartão Ourocard. Eles estarão à venda na bilheteria do CCBB BH e pelo site ccbb.com.br/bh. Mais informações no site ccbb.com.br/bh, nas redes sociais instagram.com/ccbbbh e facebook.com/ccbbbh, ou pelo telefone (31) 3431-9400. 


    Esta temporada conta com apoio do Centro Cultural Banco do Brasil e compõe a rede de ações artísticas brasileiras fomentada pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas, realizado pela Fundação Nacional de Artes - entidade vinculada ao Ministério da Cultura do Governo do Brasil.



    Foto: Poly Acerbi


    O novo espetáculo do Grupo Armatrux celebra a longeva trajetória dedicada ao teatro e à pesquisa cênica, dando continuidade ao compromisso do grupo com a criação de universos imagéticos e poéticos que desafiam as fronteiras entre o ator e a cena, sempre com uma linguagem autoral e experimental. Ao todo, o Armatrux já se apresentou em todas as regiões do Brasil e em sete países, e agora em 2026, celebra a criação de sua 24ª montagem.


    Em “Mordida Exploratória”, três sacolas plásticas emergem no Oceano Atlântico após boiarem à deriva por mais de trezentos anos. As sacolas compartilham o que viram, sentiram e vivenciaram antes de se encontrarem, e narram umas às outras suas experiências: como as pessoas vivem suas vidas, compartilham seus desejos e questionam seus hábitos. Ao invés de se decomporem, elas aprenderam com a existência, tornando-se uma espécie de voyeur da vida.


    O título da peça refere-se a um termo biológico sobre o comportamento natural de determinados animais, como tartarugas e tubarões, usado para investigar objetos ou seres desconhecidos, já que não possuem mãos. No palco, o termo ganha contornos políticos, como explica a diretora e dramaturga Amora Tito: “É uma metáfora para as mordidas que exploram corpos políticos, bens naturais e as potencialidades de ser; arrancar pedaços da liberdade, da expressão, da terra, dos direitos e dos desejos como medida que ameaça as existências. Como uma voçoroca que engole a terra, como tratores que arrancam minerais, como um tubarão que morde um pedaço de algo para perceber o que é. É o ato de tirar um pedaço de algo apenas para sondar, sem digerir, deixando um vazio preenchido por plástico".


    A dramaturgia do espetáculo é atravessada por questões macropolíticas e sociais e suas consequências para o ecossistema. “Nossa pesquisa passa pelo desmonte de gênero, político, urbano, ecológico, entre outros. Ao longo do processo, ampliamos nossa visão para incluir desmontes pessoais, ‘microdesmontes’ e a rotina de desconstruir-se e reconstruir-se para as tarefas cotidianas. Cada corpo buscou o seu desmonte, as mordidas que o exploram”, destaca.



    Foto: Poly Acerbi


    A construção do espetáculo é fruto de dois anos de intensa pesquisa em residências, oficinas e laboratórios. Em cena estão Paula Manata, artista multifacetada e fundadora do Grupo Armatrux; Rogério Araújo, também integrante do grupo, ator, diretor e professor de atuação; e a artista convidada Michele Bernardino, atriz, pesquisadora e também professora de teatro, com trajetória marcante no coletivo Quatroloscinco.


    Segundo Paula Manata, a escolha de trabalhar com Amora Tito e Michele Bernardino foi guiada pela afinidade estética com o Grupo Armatrux e pelo vigor artístico de ambas. “Amora chegou ao grupo através de sua escrita poética. Ficamos encantados com sua dramaturgia repleta de imagens e profundamente lírica. O processo de criação foi orgânico: enquanto o grupo explorava improvisações no tablado, Amora tecia o texto em tempo real, transformando gatilhos e ideias em dramaturgia. Desse diálogo, seu olhar precioso transbordou naturalmente para a direção e a encenação”, comenta a artista.

    Já a parceria com Michele Bernardino celebra um reencontro de trajetórias, visto que a artista e Rogério Araújo foram colegas no corpo docente do CEFART (Palácio das Artes): “Michele já era admirada por seu trabalho em espetáculos do grupo mineiro Quatroloscinco. Sua chegada ao elenco trouxe uma nova camada de força ao projeto, além da preparação vocal desenvolvida por ela”, completa.

    Para o Grupo Armatrux, o resultado do espetáculo é uma construção coletiva sólida, onde a experiência do grupo se renova através do diálogo com novas vozes da cena mineira e com artistas já parceiros de antigos trabalhos, como Richard Neves (Pato Fu), que assina a trilha sonora original, e o escultor e bonequeiro Eduardo Felix (Pigmalião Escultura que Mexe), responsável pelo cenário, objetos e bonecos. A equipe conta ainda com Agnes Antônia no figurino e caracterização, e com a preparação corporal de Patrícia Manata, gestora do C.A.S.A. (Centro de Arte Suspensa e Armatrux), e da bailarina Nadja Kai-Kai, responsável também pela coreografia da obra.

    Para Paula Manata, os espectadores encontrarão um Armatrux em estado de intensa pesquisa, pois a montagem preserva o DNA de investigação física e visual do grupo, mas se permite atravessar pela poética imagética de Amora Tito e pela força cênica de Michele Bernardino.

    “É um trabalho que nasce do 'tablado', da escrita feita no corpo e para o corpo, resultando em uma encenação plástica e repleta de camadas simbólicas. É um convite para ver o Armatrux sob uma nova perspectiva, celebrando 35 anos de história com o frescor de uma busca constante pelo novo”, finaliza.



    Foto: Poly Acerbi


    Sobre o Grupo Armatrux


    Com 35 anos de estrada, o Grupo Armatrux - formado pelos atores Paula Manata, Tina Dias, Raquel Pedras, Cristiano Araújo e Rogério Araújo - consolidou-se como uma das referências mais inovadoras do teatro brasileiro. Desde a sua fundação, o grupo dedica-se à pesquisa cênica que transita entre o teatro físico, a música, o circo, o objeto, a dança e o boneco, resultando em uma linguagem autoral e poética, composta por universos visuais que desafiam as fronteiras entre o ator e a cena.


    Nesta trajetória de três décadas e meia, o Armatrux não apenas construiu um repertório aclamado, mas estabeleceu um compromisso contínuo com a investigação de novas formas de expressão. Com “Mordida Exploratória”, o grupo chega a 24 espetáculos, além de 3 curtas-metragens e 1 exposição interativa. A companhia também já esteve em 7 países - Chile, Uruguai, Argentina, Equador, Colômbia e Peru -, em todas as regiões do Brasil e em mais de 60 cidades do interior de Minas Gerais, totalizando um público de mais de 700 mil pessoas em suas apresentações e oficinas voltadas para o público adulto e infantil. 


    A identidade artística do grupo é indissociável de sua histórica parceria com o encenador e diretor Eid Ribeiro. Essa colaboração, que atravessa décadas, foi responsável por consolidar a estética da companhia, unindo o teatro do absurdo, a musicalidade e uma visualidade rigorosa. Sob o olhar de Eid, o grupo deu vida a espetáculos emblemáticos, como o premiado No Pirex, que se tornou um marco na cena mineira. Essa parceria não apenas refinou a linguagem do Armatrux, mas também estabeleceu um padrão de excelência e experimentação que fundamenta a maturidade artística celebrada nestes 35 anos.


    Com sede localizada no Vale do Sol, em Nova Lima (MG), intitulada C.A.S.A., o Armatrux desenvolve uma parceria histórica com a Cia. Suspensa. Mais do que uma espaço compartilhado, o C.A.S.A. consolida-se como um pólo de resistência e inovação cultural, onde a experiência do Armatrux no teatro físico e de objetos se funde à pesquisa aérea e circense da Cia. Suspensa.


    Amora Tito 

    Amora Tito é atriz, dramaturga e diretora. Formada pelo CEFART e licenciada em teatro pela UFMG. Foi residente no Lab Cultural 2022 - BDMG Cultural. Trabalha com teatro e cinema, alguns dos mais recentes trabalhos são: “assuviá pra chamar o vento” (Breve Cia), “Fazer festa com o perigo” (Plataforma Beijo) e o filme “Depois do fim” (Plataforma Diz Trava Através do Olhar). Recebeu o XV Prêmio Zumbi de Cultura (2024) na categoria literatura.


    Michelle Bernardino

    Atriz, pesquisadora e professora de teatro. Com trajetória marcante no coletivo Quatroloscinco, possui sólida formação técnica e acadêmica. Atuou como docente no Palácio das Artes e, neste projeto, une sua expertise em preparação vocal à criação interpretativa, integrando o elenco nesta nova jornada do grupo.


    Sobre Rogério Araújo 

    Ator, diretor e professor de atuação no CEFART, é licenciado em Artes Cênicas pela UFMG. Integrante do Grupo Armatrux e da equipe gestora do C.A.S.A. desde 2010, possui uma trajetória marcada pela fundação do Teatro Invertido e do Coletivo Conectores. Com mais de 20 espetáculos como ator e 15 como diretor — incluindo o premiado Jardins (Prêmio Sinparc de Melhor Direção) e Nuvem —, já circulou por importantes festivais em todo o Brasil e em diversos países da Europa e América Latina.


    Sobre Paula Manata 

    Artista multifacetada e fundadora do Grupo Armatrux, atua como atriz, diretora, gestora e educadora. Mestre em Artes da Cena (UFMG), assinou a direção de espetáculos como o musical Nhoque e o premiado Oratório, além de integrar o elenco de sucessos como No Pirex. É gestora do C.A.S.A. (Centro de Arte Suspensa e Armatrux) e dedica-se à formação de novas gerações como professora e diretora de teatro.


    Circuito Liberdade 

    O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.


    Foto: Poly Acerbi


    Ficha Técnica 

    Direção e dramaturgia: Amora Tito

    Atuação: Michele Bernardino, Paula Manata, Rogério Araújo

    Trilha sonora original: Richard Neves

    Criação de cenário, objetos de cena e boneco: Eduardo Felix

    Figurino e caracterização: Agnes Antônia 

    Preparação vocal: Michele Bernardino 

    Preparação corporal: Nadja Kai-Kai e Patrícia Manata 

    Coreografia: Nadja Kai-Kai

    Criação de luz: Cristiano Araújo

    Coordenação de produção: Tina Dias

    Produção executiva: Bruna Bof

    Projeções mapeadas: André Veloso

    Provocadores artísticos: Kelly Crifer, Lucas Fabrício e Gui Morais

    Confecção de cenário, objetos de cena e boneco: Tim Santos

    Assistência de figurino e caracterização - Gusta Assis e Kellé

    Masterização e mixagem: Felipe Fantoni

    Técnico de som e projeção: Vinicius Souza 

    Técnico de luz: Edimar Pinto

    Coordenação de comunicação: Rizoma Comunicação & Arte (Beatriz França)

    Redes sociais e tráfego: Rizoma Comunicação & Arte (Letícia Leiva e Matheus Carvalho)

    Assessoria de imprensa: Rizoma Comunicação & Arte (Renata Rocha)

    Arte gráfica: Filipe Lampejo

    Fotos de divulgação Poly Acerbi

    Vídeos de divulgação: Luiz Felipe Fernandes e Jefferson Ahzul

    Fotos e vídeos da temporada: Jefferson Ahzul e Laboratório em Rede (C.A.S.A.)

    Assistência gráfica: Bernardo Manata

    Assessoria administrativa e gestão de projetos:  Simone Sigale e Raquel Pedras

    Contabilidade Armatrux: Lucrar Contabilidade

    Criação e desenvolvimento da lojinha: Elen Monteiro

    Realização Grupo Armatrux: Cristiano Araujo, Paula Manata, Raquel Pedras, Rogério Araújo e Tina Dias. 

    Agradecimentos: C.A.S.A. - Centro de Arte Suspensa e Armatrux, CEFART - Centro de Formação Artística e Tecnologia, Ana Régis, Ana Haddad, Emilia Abreu, Gabriela Alves, Glaucinei Rodrigues Corrêa, Roberta Manata, Talita Braga, Victor Giorni e a todas as pessoas que colaboraram com nossa campanha de arrecadação das sacolas plásticas e que tornaram possível a realização deste trabalho. Muito obrigado!

    SERVIÇO


    Grupo Armatrux celebra 35 anos com 

    estreia do espetáculo “Mordida Exploratória” no CCBB BH


    Estreia: 11 de abril, sábado

    Temporada: 11 de abril a 11 de maio de 2026
    sexta a segunda-feira, às 19h

    Local: CCBB BH – Teatro II

    Classificação indicativa: 12 anos | Duração: 80min.

    Sessões com intérprete de Libras: 18 e 25 de abril

    Bate-papo após o espetáculo: 24 de abril, sexta-feira

     (Atividade gratuita, não sendo necessário retirar ingressos antecipadamente) 

    Ingressos para os espetáculos no site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH, a R$30 e R$15 (meia-entrada), com desconto de 50% para clientes do Banco do Brasil que realizam o pagamento com cartão Ourocard.


    Mais informações: (31) 3431 9400

    instagram.com/ccbbbh | facebook.com/ccbbbh | E-mail: ccbbbh@bb.com.br





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