Serviço orienta população sobre os cuidados ao encontrar morcegos
Serviço orienta população sobre os cuidados ao encontrar morcegos
ISADORA MACIEL POEIRAS SANTOS
Para proteger a saúde da população e prevenir a raiva, equipes da Prefeitura de Belo Horizonte recolhem morcegos e realizam o monitoramento da circulação do vírus na cidade. A solicitação pode ser feita, por telefone - contatos estão disponíveis aqui - e o serviço é realizado pelas equipes durante a semana, das 8h às 17h. De segunda a sexta-feira, após as 17h, aos finais de semana e feriados, a retirada é feita pela Guarda Civil Municipal, pelo telefone 153.
Ao encontrar um morcego caído – morto ou vivo – ou voando durante o dia, é importante não tocar nem manipular o animal. “É preciso cobri-lo com uma caixa ou balde e não deixar que animais domiciliados ou crianças tenham contato com o morcego”, explica o diretor de Zoonoses, Eduardo Viana. Os morcegos recolhidos são encaminhados para o Laboratório de Zoonoses para verificar se há infecção por raiva.
Em 2025, foram 21 animais positivos para a doença. Já neste ano, ainda não houve nenhum registro de caso positivo. Cabe destacar que a análise é feita apenas nos morcegos identificados com comportamento anormal, ou seja, que estejam caídos no chão, vivos ou mortos; dependurados no meio da parede, em troncos de árvores, janelas ou em locais baixos; ou que estejam voando durante o dia.
Caso o morcego testado dê positivo para o vírus da raiva, a PBH realiza uma ação de bloqueio em um raio de 300 metros do local onde o animal foi encontrado. “Repassamos orientações para a população quanto aos cuidados necessários para evitar a presença dos morcegos nas residências e também fazemos a vacinação e revacinação de todos os cães e gatos dentro da área”, acrescenta Eduardo Viana. Também é intensificado o recolhimento de cães e gatos soltos em vias públicas para castração e vacinação antirrábica.
Atendimento
Em casos de acidente de humanos com animais potencialmente transmissores da raiva, como morcegos, cães e gatos, o usuário deve procurar um centro de saúde para avaliação médica e realização do tratamento profilático, aplicação de vacina ou soro antirrábico, quando indicado. Na unidade, a pessoa será orientada sobre os cuidados necessários que devem ser adotados.
Em caso de agressão por cão ou gato domiciliados, o animal deve ser observado em casa por 10 dias. Se durante este período o animal adoecer, desaparecer ou morrer, é preciso entrar em contato com os serviços do controle de Zoonoses ou o centro de saúde de referência, para as devidas providências.
Mais informações sobre a doença, sintomas e cuidados estão disponíveis aqui.
Vacinação antirrábica
Durante todo o ano, a Prefeitura oferta a vacina antirrábica para cães e gatos. As doses estão disponíveis nos cinco Centros de Esterilização de Cães e Gatos e no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Confira os endereços e horários de funcionamento.
Devem receber a vacina cães e gatos a partir de 3 meses de idade, inclusive fêmeas gestantes. Os cães devem ser levados aos locais de vacinação com guia ou coleira e conduzidos por adultos. Já os gatos devem ser transportados em caixas específicas.
Após a vacinação, a orientação é que os animais evitem esforços físicos e sejam mantidos em casa, preferencialmente em local sombreado e fresco, com água e alimentação disponíveis.





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