Seminário internacional celebra dia mundial da água e reforça compromisso de cooperação
Seminário internacional celebra dia mundial da água e reforça compromisso de cooperação
ISADORA MACIEL POEIRAS SANTOS
O Dia Mundial da Água, celebrado no último domingo (22), contou com atos simbólicos e compromisso de ações efetivas no encerramento do Seminário Internacional Territórios Hídricos. Prestigiado por representantes do governo federal e da Prefeitura de Belo Horizonte, o seminário evidenciou a centralidade da agenda em torno da gestão da água e a necessidade de cooperação.
O coordenador de Ciências Humanas e Sociais e Ciências Naturais na UNESCO (Brasil), Fábio Eon, apresentou aos presentes o Relatório Mundial da Água. Atualmente são mais de 600 milhões de pessoas ao redor do mundo sem acesso à água potável, com eventos extremos quintuplicados nas últimas décadas, além de guerras e disputas pelo recurso hídrico.
O último dia de evento recebeu representantes da COP das Quebradas e contou com um passeio de capivarã na Lagoa da Pampulha, com alunos e familiares da escola municipal Vila Maria. Também foi apresentado o programa Escola Verde, parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Secretaria Municipal de Educação.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente, João Paulo Menna Barreto “a realização do evento reforça o compromisso da gestão Álvaro Damião com a preservação e recuperação hídrica na capital mineira”.
O evento também celebrou o processo de candidatura do Parque das Mangabeiras a Geoparque Global da Unesco. Houve ainda a assinatura de Protocolo de Intenções para a promoção e valorização do Conjunto Arquitetônico Moderno da Pampulha, formalizando a cooperação entre a PBH e a Fundação Oscar Niemeyer. Os atos institucionais contaram com a presença da secretária municipal de Cultura, Cida Falabella e da presidente da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof.
“O protocolo representa um avanço na preservação e valorização do Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido como patrimônio mundial pela Unesco. Essa cooperação fortalece o cuidado contínuo com esse território singular, que articula arquitetura, paisagem e cultura, e que constitui um dos principais símbolos da identidade de Belo Horizonte. O conjunto reafirma sua vocação como espaço de reflexão e diálogo, conectando patrimônio, meio ambiente e sociedade. Trata-se de reconhecer o valor desse legado não apenas como memória, mas como um espaço vivo, que segue produzindo sentido e mobilizando ações no presente”, destacou Cida Falabella.
Ao longo de três dias, o seminário internacional recebeu especialistas na questão hídrica com um amplo panorama sobre história, patrimônio e gestão hídrica. O corpo técnico da SMMA também mostrou como essas reflexões se inserem no escopo de políticas públicas em curso, como a ampliação de arborização urbana na capital mineira (com meta de 50 mil novas mudas este ano), mapeamento e requalificação de nascentes (programa Renascente), Desconcreta BH (permeabilização do solo a partir da lógica de “cidade esponja”) e Escola Verde.
No encerramento do seminário, representante de coletivo de plantios entregou aos idealizadores do evento, ao lado do secretário de Meio Ambiente, uma muda de ipê (símbolo da capital mineira), em celebração ao Dia Mundial da Água e chamando a atenção para a importância do manejo e da participação ativa da sociedade civil na sustentabilidade.





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