Esta mãe deixou a engenharia e transformou negócio paralelo em empresa que fatura R$ 60 mil ao mês

Parada no corredor de massas de um supermercado, a italiana Federica Mercuriello, de 42 anos, foi transportada mentalmente para sua cidade natal. A ideia surgiu no final de 2024, motivada por uma frustração: como mãe e profissional com rotina intensa, ela não encontrava opções que unissem a praticidade de um kit com a qualidade da verdadeira massa italiana. Naquele momento, nascia a Sausly.
Nascida na Itália e residente em Miami desde 2009, quando se mudou com uma bolsa para cursar engenharia civil na Universidade Columbia, Mercuriello não abandonou a carreira de imediato. Durante meses, a Sausly foi um negócio paralelo gerenciado nos intervalos de reuniões, trocas de fraldas e madrugadas intensas.
O incômodo de Mercuriello era técnico e gastronômico. Ela percebeu que as opções de mercado além de caras, eram muito ultraprocessadas ou não tinham a textura ideal. "Foi aí que me dei conta: por que não existia um kit com porções perfeitas e que não fosse pré-cozido? Parecia haver uma real necessidade de algo que reduzisse o desperdício e oferecesse ingredientes de alta qualidade", conta ela ao Entrepreneur.
Para tirar o projeto do papel, a engenheira analisou o público-alvo, estudou a concorrência e procurou fabricantes na Itália para determinar a qualidade ideal do produto. O investimento inicial foi de US$ 40.000 (cerca de R$ 211 mil), destinados ao desenvolvimento de embalagens, fabricação, logística e marketing inicial.
Sem equipe de tecnologia, ela relembra que aprendeu sozinha algumas técnicas. "Usei recursos gratuitos, como tutoriais do YouTube e TikTok, que me ajudaram a construir nosso site e a começar o marketing por conta própria".
Deixar a segurança da engenharia para apostar em um negócio próprio trouxe desafios financeiros imediatos. Sem investidores externos, a empresária sentiu o peso de cada centavo. "O verdadeiro desafio foi gerenciar as finanças enquanto construía o negócio com recursos próprios. Equilibrar o crescimento com recursos limitados me obrigou a priorizar, experimentar e ser criativo com cada centavo; explica.
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Após dias sem nenhuma venda, o cenário virou "como mágica". Com o apoio de amigos e familiares na operação de embalagem e envio, o negócio escalou. Em janeiro de 2026, a Sausly atingiu a média de US$ 12.000 (cerca de R$ 63 mil) em vendas mensais, impulsionada pelo e-commerce.
Hoje, a marca já está presente em três lojas físicas, mas o foco continua no digital. A projeção é fechar este ano com uma receita de US$ 400.000 (aproximadamente R$ 2,1 milhões)
Apesar da jornada exaustiva, a recompensa vem no feedback. "Ver as pessoas se iluminarem quando experimentam os produtos e compartilhar esse entusiasmo com a equipe faz todo o trabalho árduo valer a pena", finaliza.





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