“Projeto Presente Saber” inicia o ano letivo levando a escola até os alunos que fazem hemodiálise

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Belo Horizonte,03/04/2026

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    “Projeto Presente Saber” inicia o ano letivo levando a escola até os alunos que fazem hemodiálise

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    “Projeto Presente Saber” inicia o ano letivo levando a escola até os alunos que fazem hemodiálise

    “Projeto Presente Saber” inicia o ano letivo levando a escola até os alunos que fazem hemodiálise

    ISADORA MACIEL POEIRAS SANTOS




    O ano letivo foi iniciado nesta semana na Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte (RME-BH) e 31 estudantes, de 28 a 76 anos, que fazem hemodiálise no Centro de Nefrologia do Hospital da Baleia, assistiram as primeiras aulas. Esses pacientes e seus acompanhantes participam do “Projeto Presente Saber”, com atividades personalizadas oferecidas nos leitos em que fazem tratamento para atender necessidades específicas de aprendizagem.

    As aulas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do “Projeto Presente Saber” também atendem pacientes em hemodiálise no Hospital das Clínicas, Hospital Evangélico, Hospital São Francisco e nos Centros de Nefrologia do Hospital Evangélico (na Avenida do Contorno e na Regional Venda Nova), totalizando cerca de 70 alunos. 

    Iniciado em 2025, o “Projeto Presente Saber” é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e as instituições de saúde. Michelle Souza Machado é professora na RME-BH há mais de 15 anos e integra a equipe do programa. “Mesmo diante de desafios, os alunos se mantêm sempre positivos. Há, por exemplo, estudantes que não podem recortar ou escrever, por causa da mobilidade reduzida, mas conseguem aprender por meio da aula oral”, destaca.

    Mais autoestima e disposição

    No Hospital da Baleia, as aulas são ministradas por profissionais da Escola Municipal Professor Lourenço Oliveira (Emplo), que fica no Bairro Santa Tereza, na região Leste. Os professores vão ao encontro dos alunos duas vezes por semana (segunda e quarta-feira ou terça e quinta-feira) nas sessões de hemodiálise, que duram quatro horas.

    A coordenadora do projeto na Emplo, Ana Mary Martins dos Santos, ressalta que os pacientes têm apresentado autoestima elevada, estão mais alegres e dispostos. Anísio de Assis conta que começou a estudar porque queria ler os diagnósticos, as receitas e os exames para entender melhor seu quadro de saúde.

    Ivani Sanches Santos faz tratamento de hemodiálise no Hospital da Baleia. Mesmo diante dos desafios, ela sempre manteve o sonho de estudar e assim que soube da iniciativa pediu à filha que a matriculasse. “Quando eu estou aqui, estudando, parece que a hora passa mais rápido. Eu me sinto bem melhor. Eu não sabia fazer contas no lápis e agora já consigo fazer algumas sozinha”, comemora.

    Acesso à educação

    O diretor da Emplo, Douglas de Castro Guimarães, aponta a importância deste projeto para que a escola pública garanta o acesso de todos à educação. “Nossas atividades têm proporcionado tanto uma melhoria da aprendizagem desses alunos quanto do ambiente do próprio hospital”.
     




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